Adolescentes suspeitos pela morte do cão Orelha também tentaram afogar outro cachorro em Florianópolis
- Luana Valente

- 27 de jan.
- 1 min de leitura
Polícia Civil de Santa Catarina investiga caso de maus-tratos na Praia Brava envolvendo ao menos quatro jovens

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que os adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, também tentaram afogar outro cachorro, chamado Caramelo. O animal conseguiu escapar da agressão e posteriormente foi adotado. O caso, que envolve ao menos quatro adolescentes, segue sob investigação e já resultou em mandados de busca e apreensão em residências dos suspeitos e de seus responsáveis legais, com a apreensão de celulares e dispositivos eletrônicos para análise.
Orelha, um cão comunitário de cerca de dez anos, era conhecido e cuidado por moradores da região. Ele foi brutalmente agredido e precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. A repercussão da morte gerou comoção nacional e mobilizou moradores, ONGs e protetores independentes em defesa da causa animal. Além dos adolescentes, três adultos — dois empresários e um advogado — foram indiciados por tentativa de coação de testemunhas, incluindo um vigilante que teria imagens relevantes para o caso.
As famílias de alguns dos jovens negam envolvimento e questionam a veracidade dos vídeos divulgados, alegando que vêm sofrendo ameaças desde que o caso ganhou repercussão. O Ministério Público acompanha o inquérito por meio das promotorias da Infância e Juventude e da área criminal. O processo corre em sigilo, e os adolescentes podem responder por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos contra animais, previsto na legislação brasileira.




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