Relator da CPI do Crime Organizado quer quebrar sigilo de resorts ligados a irmãos de Toffoli e mira escritório da mulher de Moraes
- Luana Valente

- 27 de jan.
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O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que pretende solicitar a quebra de sigilo de resorts associados a irmãos do ministro Dias Toffoli e do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. A medida busca incluir o caso Banco Master nas investigações da comissão, levantando suspeitas de possíveis conexões com lavagem de dinheiro e corrupção.
A CPI foi instalada no Senado para investigar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro em diferentes setores. Vieira quer ampliar o escopo da comissão para abranger o caso Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central e envolvida em operações consideradas suspeitas. Entre os alvos estão os resorts Tayayá, no Paraná, que tiveram como cotistas irmãos e um primo de Dias Toffoli. As cotas foram vendidas a fundos de investimento ligados ao Banco Master, o que levanta dúvidas sobre conflito de interesses, já que Toffoli é relator de ações envolvendo o banco no Supremo Tribunal Federal.
Outro ponto de atenção é o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, que teria atuado na venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). O contrato firmado prevê honorários milionários, estimados em R$ 131 milhões ao longo de 36 meses, o que reforça a necessidade de apuração sobre possíveis favorecimentos ou irregularidades.
A iniciativa de Vieira pode intensificar tensões entre o Senado e o STF, já que envolve familiares diretos de dois ministros da Corte. O relator argumenta que há indícios de conflito de interesses e que a comissão deve apurar se houve favorecimento ou irregularidades nas operações financeiras. Os requerimentos de quebra de sigilo devem ser apresentados após o fim do recesso parlamentar e, caso aprovados, permitirão acesso a dados bancários, fiscais e societários dos resorts e do escritório de advocacia.
Com isso, a CPI do Crime Organizado entra em uma nova fase, mirando relações sensíveis entre ministros do STF e o caso Banco Master. A quebra de sigilos pode trazer à tona informações relevantes sobre lavagem de dinheiro, corrupção e possíveis conflitos de interesse, aumentando a pressão política sobre o Judiciário e o sistema financeiro.




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