Pais e adolescentes são alvo de operação policial após morte brutal de cão comunitário em Florianópolis
- Luana Valente

- 27 de jan.
- 1 min de leitura
Mandados de busca e apreensão revelam tentativa de coação de testemunhas no caso que chocou moradores da Praia Brava

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação que teve como alvos adolescentes e seus familiares, investigados pela morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, espancado no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, que vivia há cerca de dez anos sob os cuidados dos moradores, não resistiu às agressões e morreu após ser socorrido em uma clínica veterinária.
As investigações apontam que os adolescentes participaram diretamente das agressões, enquanto pais e um tio teriam tentado intimidar testemunhas para dificultar o andamento do inquérito. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão: dois nas residências dos jovens, onde computadores e celulares foram recolhidos, e um contra um adulto suspeito de ameaçar um vigilante que possuía provas do crime.
Entre os adultos indiciados estão empresários e um advogado, acusados de coação e ameaça. O vigilante, que teria sido alvo de intimidação armada, possuía uma fotografia considerada relevante para a apuração. No inquérito sobre coação, 22 pessoas foram ouvidas.
O caso gerou forte comoção social em Florianópolis, mobilizando moradores, ONGs e entidades de proteção animal. A morte de Orelha impulsiona debates sobre maus-tratos e a responsabilização de adolescentes em crimes dessa natureza, além de expor a necessidade de fortalecer mecanismos legais de proteção e punição para atos de crueldade contra animais.




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