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AGU suspende salário de ex-presidente do INSS preso por fraudes



Alessandro Stefanutto, procurador federal, recebia R$ 32 mil mensais; decisão segue prisão preventiva em esquema bilionário


Lula Marques/Agência Brasil
Lula Marques/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) determinou o corte do salário de cerca de R$ 32 mil do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, preso preventivamente desde novembro de 2025. A medida inclui também honorários advocatícios e verbas adicionais que ele recebia como procurador federal.


Stefanutto é investigado por participação em um esquema de fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões, alvo da Operação Sem Desconto. Segundo o Portal da Transparência, seus rendimentos acumulados ao longo da carreira chegaram a aproximadamente R$ 17 milhões.


A AGU fundamentou a decisão no entendimento de que a prisão preventiva impede o exercício da função pública e, portanto, o recebimento de remuneração. Além de Stefanutto, outros servidores investigados também tiveram seus vencimentos suspensos.


O caso reforça a postura do governo de interromper benefícios de servidores envolvidos em escândalos de corrupção, especialmente em órgãos estratégicos como o INSS, responsável pela gestão da previdência social de milhões de brasileiros.

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