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Transparência Internacional cobra STF por uso de jatinhos privados


ONG questiona viagens de ministros em aeronaves ligadas a empresário investigado e pede esclarecimentos públicos


Rosinei Coutinho / STF
Rosinei Coutinho / STF

A organização Transparência Internacional – Brasil divulgou nesta semana uma manifestação exigindo explicações públicas dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli sobre o uso de jatos executivos em deslocamentos recentes. As aeronaves estariam vinculadas a empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master.


Segundo a entidade, há dúvidas sobre como magistrados que são servidores públicos de carreira teriam custeado viagens em aeronaves privadas, algumas delas associadas a negócios sob investigação. A ONG destacou que a sociedade brasileira tem direito a transparência e que o episódio reforça a necessidade de maior controle sobre benefícios e privilégios de autoridades.


A Transparência Internacional também criticou a ausência de apurações formais por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do próprio STF. Para a ONG, o silêncio das instituições diante das revelações compromete a credibilidade da Justiça e alimenta suspeitas de favorecimento.


O caso ganhou repercussão após a divulgação de registros de voos em aeronaves privadas, que teriam sido utilizados por ministros da Corte. A polêmica se soma a outras discussões sobre ética e transparência no Judiciário, em um momento de forte pressão pública por maior accountability das instituições.


A cobrança da Transparência Internacional repercutiu nas redes sociais e em veículos de imprensa, ampliando questionamentos sobre privilégios de autoridades e a necessidade de fiscalização independente. Até o momento, não houve manifestação oficial dos ministros citados.


Em síntese, a ONG Transparência Internacional – Brasil exige que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli expliquem o uso de jatinhos privados ligados a um empresário investigado, apontando falta de investigação por parte da PGR e do STF. O episódio reacende o debate sobre transparência e ética no Judiciário brasileiro.

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