Alcolumbre antecipa derrota de Messias no Senado
- Luana Valente

- há 9 horas
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Presidente da Casa cravou resultado e rejeição inédita expôs fragilidade da articulação política de Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antecipou com precisão a derrota de Jorge Messias, advogado-geral da União e indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, Alcolumbre afirmou que Messias “perderia por oito votos”, e o resultado confirmou sua previsão: 42 senadores rejeitaram a indicação, contra 34 favoráveis e uma abstenção. A votação, realizada na quarta-feira, 29, marcou a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos, desde 1894, e se tornou um episódio histórico que expôs a fragilidade da articulação política do governo.
Alcolumbre não se engajou na defesa do nome de Messias e reforçou a parlamentares que não apoiaria a escolha feita por Lula. Em contrapartida, defendia a indicação de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e aliado político. Sua leitura política se mostrou precisa: havia previsto 33 votos favoráveis, e o placar final foi de 34.
A derrota teve repercussão imediata. Para o governo, significou um revés inédito e um sinal de desgaste na relação com o Congresso. O Centrão, bloco decisivo na Casa, não manteve apoio integral ao Planalto, contribuindo para o resultado adverso. Aliados de Lula chegaram a discutir a possibilidade de acionar o STF contra Alcolumbre, alegando “desvio de finalidade” na condução da votação. A imprensa internacional também destacou o episódio, classificando-o como uma derrota histórica para o presidente brasileiro.
As consequências políticas são profundas. A crise com o Senado se agravou, e petistas avaliam que não há mais espaço para conciliação. Lula terá de recalcular sua estratégia para preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado em outubro de 2025. Analistas apontam que a rejeição também foi um recado político à Corte, em meio a tensões sobre impeachment de ministros e críticas à atuação do tribunal.
Esse episódio não apenas reforçou a força de Alcolumbre nos bastidores, como também deixou claro que o governo precisará rever sua capacidade de articulação para enfrentar os próximos embates no Congresso.




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