ALERTA: Rui Costa minimiza encontro de Lula com banqueiro Vorcaro
- Luana Valente

- 3 de fev.
- 2 min de leitura
Ministro da Casa Civil ainda afirma que presidente recebe diversos “atores econômicos e sociais”

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, buscou reduzir a polêmica em torno do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ocorrido em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto. A reunião, revelada posteriormente pela imprensa, foi classificada por Costa como parte da rotina institucional da Presidência, que, segundo ele, mantém diálogo com diferentes setores da sociedade.
“O presidente recebe institucionalmente todos os atores econômicos, sejam banqueiros, empresários da agricultura, representantes de movimentos sociais ou entidades de classe”, declarou o ministro, em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (2).
Para Costa, a presença de Vorcaro no Planalto não deve ser interpretada como endosso a sua atuação ou às práticas do Banco Master, alvo de questionamentos e possibilidade de investigação parlamentar. “Se alguma autoridade recebida no Planalto vier a cometer erros, isso não inviabiliza o presidente”, afirmou, ao destacar que o governo não interfere em iniciativas como a instalação de uma CPI, defendendo que investigações cabem a órgãos competentes, como o Banco Central e a Polícia Federal.
O ministro também lembrou que Lula já se reuniu com diversos presidentes de bancos e empresários de diferentes áreas, reforçando que a abertura ao diálogo é parte de uma governança democrática.
A tentativa de minimizar o episódio ocorre em meio a pressões políticas e questionamentos sobre a frequência dos encontros de Vorcaro com o presidente, já que o banqueiro esteve no Planalto em outras ocasiões, acompanhado de figuras como o ex-ministro Guido Mantega. Costa, no entanto, reiterou que a agenda presidencial é ampla e plural, e que não cabe ao Executivo restringir ou selecionar interlocutores com base em suspeitas não comprovadas.
Com essa postura, Rui Costa procura blindar Lula de críticas e reforçar a narrativa de que o governo mantém uma política de diálogo institucional, sem que isso represente envolvimento ou responsabilidade sobre eventuais irregularidades de atores econômicos recebidos no Planalto.




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