Assessor de Janones é exonerado após invadir entrevista na Câmara
- Luana Valente

- 1 de mai.
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Bernardo Moreira Amado Barros interrompeu fala do deputado Cabo Gilberto Silva com xingamentos; decisão foi assinada por Hugo Motta

O assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros, ligado ao deputado André Janones (Avante-MG), foi exonerado após invadir uma entrevista coletiva concedida pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Durante a transmissão ao vivo da GloboNews, Barros interrompeu a fala do parlamentar e gritou palavras de ordem e xingamentos, como “Anistia é o caralho, Lula reeleito”, gerando constrangimento e ampla repercussão.
A exoneração foi determinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A medida buscou preservar a imagem institucional da Casa e evitar novos desdobramentos políticos. Além da demissão, Barros foi indiciado pela Polícia Legislativa Federal por perturbação do trabalho ou sossego alheio, crime que prevê pena de até três meses de prisão ou multa.
O episódio ocorreu em meio às discussões sobre a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria, que reduz penas para condenados por atos antidemocráticos. Cabo Gilberto Silva classificou a atitude como desrespeitosa e anunciou que pretende processar o ex-assessor.
Bernardo Barros já havia protagonizado outros episódios polêmicos nos corredores da Câmara, como provocações ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). No gabinete de Janones, recebia salário de R$ 7.960,44. A exoneração imediata reforça a tentativa de distanciamento do deputado mineiro em relação ao caso e evidencia como o comportamento de assessores pode impactar diretamente a imagem pública de parlamentares.




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