Caso Pedro Coco: ICMBio captura restante do gado na madrugada deste domingo e família faz forte apelo
- Luana Valente

- 14 de jun.
- 2 min de leitura
Defesa alega que existe um pedido de urgência pendente de análise na Justiça Federal

O produtor rural Pedro Coco teve parte do rebanho apreendido na madrugada deste domingo (14), durante a Operação Pasto Nullus, deflagrada pelo ICMBio em parceria com a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), na região da Terra do Meio, em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.
Segundo o advogado Diogo Franco, ainda “existe um pedido de urgência pendente de análise na Justiça Federal e a família precisa saber para onde está sendo levado o gado que representa sua única fonte de sustento”.
Ainda de acordo com a defesa, os agentes do ICMBio pediram para entrar na propriedade sob a alegação de que iriam apenas fazer fiscalizações em outras áreas, mas surpreenderam o proprietário, apreendendo parte dos animais sem comunicação prévia. Além disso, Franco alegou que logo após terem sido autorizados para acessarem o espaço, novamente surpreenderam a família com a chegada de um forte aparato de policiamento para fiscalização, incluindo “dois helicópteros, 13 caminhonetes e uma operação com 80 homens”.
“Enganaram o seu Pedro e enganaram a esposa dele porque são mentirosos, são covardes, não falaram a verdade”, ressaltou Franco.
Para Franco, a pauta ambiental que está sendo usada pelo governo federal na gestão do presidente petista Lula “acaba com a vida humana, acaba com milhares de famílias a pretexto de defender o meio ambiente” e isso representa “o maior engano e a maior farsa mundial”.
Em nota, o ICMBio informou que os animais apreendidos estavam sendo criados irregularmente, uma vez que as áreas já haviam sido embargadas pelo próprio instituto, por se tratar de uma unidade de conservação. O órgão também pontuou que o proprietário havia sido notificado sobre a situação da atividade pecuária naquelas áreas e sobre a configuração de descumprimento.
Familiares contestam a informação passada pelo ICMBio e ratificam a versão da defesa, alegando que a Justiça foi acionada e que o Instituto já havia sido notificado para se manifestar acerca do ocorrido. Os familiares alegam também que não houve autorização para a retirada do gado da área, logo, a ação foi feita de forma irregular.
A neta do produtor rural usou as redes sociais para apelar à população local que não impedisse os agentes de levarem os animais. No entanto, ressaltou que registrassem o traslado, pois precisava saber ao menos para onde seriam alocados.




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