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CPMI do INSS em Brasília termina em tumulto após quebra de sigilo de Lulinha



Parlamentares trocam empurrões e acusações durante votação que autorizou investigação sobre filho do presidente Lula



A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada nesta quinta-feira (26), em Brasília, foi marcada por forte tensão política e terminou em confusão generalizada. O colegiado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi justificada pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), que citou mensagens interceptadas indicando o recebimento de R$ 300 mil por parte de Lulinha, levantando suspeitas de que ele seria “sócio oculto” em negócios investigados no escândalo previdenciário.


Em votação conjunta, os integrantes da comissão aprovaram um pacote de 87 requerimentos. Entre eles, está a autorização para a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de Augusto Lima — ex-sócio do Banco Master —, de ex-parlamentares, de investigados pela Polícia Federal e também da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.


O colegiado tem como foco apurar possíveis fraudes e desvios relacionados ao pagamento de benefícios previdenciários destinados a aposentados e pensionistas. O prazo para conclusão dos trabalhos vai até o fim de março. O nome do filho do presidente da República surgiu em uma das etapas da Operação Sem Desconto, onde foi citado como um dos supostos favorecidos pelo esquema de irregularidades.


A oposição comemorou o avanço das apurações, enquanto governistas anunciaram que vão recorrer ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pedindo a anulação da votação.


A tensão na CPMI ganhou corpo logo após a votação simbólica conduzida pelo senador Carlos Vianna (Podemos-MG), que preside o colegiado. O resultado provocou um bate-boca intenso entre os parlamentares, culminando em empurrões e obrigando a suspensão da sessão.


Inconformados, deputados e senadores ligados ao governo contestaram a legitimidade da decisão e anunciaram que levariam o caso ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP). Além disso, afirmaram que recorreriam ao Conselho de Ética contra Vianna, acusando-o de ter manipulado o processo e “fraudado” os trabalhos da comissão.


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