CPMI do Crime Organizado: “Nós estamos vivendo um momento novo”, declara Girão sobre aprovação da quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli
- Luana Valente

- 25 de fev.
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Comissão amplia investigações sobre vínculos financeiros e convoca ministros e familiares para depor

O senador Eduardo Girão comemorou a aprovação nesta quarta-feira (25), da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, instalada no Senado, da quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A., ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A medida também alcança o Banco Master e a Reag Investimentos, instituições citadas em operações financeiras consideradas atípicas.
“Nós estamos vivendo um momento novo. Então quero parabenizar você que se mobilizou e tem feito esse combate junto com a gente”, declarou Girão na companhia do senador Magno Malta, que também se manifestou dizendo: “a nossa vitória aqui é a convocação do Toffoli e dos irmãos do seu primo”.
A sessão também contou com o voto favorável do senador Marcos do Val, que mesmo com problemas de saúde fez questão de participar da iniciativa.
“Essa CPMI está entrando para a história, Girão está sendo um grande líder, e estamos trabalhando de várias frentes”, destacou Do Val.
Além da quebra de sigilo, o colegiado aprovou convites e convocações de diversas figuras relacionadas ao caso. Entre elas, estão os irmãos de Toffoli, sócios da Maridt, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também foram convidados a prestar depoimento o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, em meio às apurações sobre possíveis vínculos entre autoridades e operações financeiras investigadas.
As deliberações fazem parte de uma ofensiva da CPMI sobre o chamado “caso Master”, que envolve suspeitas de movimentações financeiras ligadas a organizações criminosas. A aprovação ocorreu de forma simbólica, sem resistência significativa entre os senadores.
Com a quebra de sigilo, os parlamentares terão acesso a relatórios de inteligência financeira e dados detalhados das empresas e pessoas investigadas. O objetivo é rastrear possíveis irregularidades e esclarecer a extensão das conexões entre autoridades, empresários e instituições financeiras.




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