Datafolha aponta fidelidade da base de Flávio Bolsonaro após escândalo “Dark Horse”
- Luana Valente

- 25 de mai.
- 2 min de leitura
Mesmo após as revelações envolvendo o caso “Dark Horse”, ampla maioria dos eleitores do senador defende sua permanência na disputa presidencial, segundo pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha

A pesquisa Datafolha divulgada em 22 de maio revelou que 88% dos eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro acreditam que o senador deve continuar na corrida presidencial, mesmo após as denúncias relacionadas ao caso “Dark Horse”. O levantamento mostra que apenas 10% defendem sua desistência, enquanto 2% não souberam responder.
No conjunto do eleitorado, o cenário é mais dividido: 48% dos entrevistados afirmam que Flávio deveria abandonar a candidatura, contra 44% que defendem sua permanência. O episódio, que envolve áudios divulgados pelo The Intercept Brasil nos quais o senador solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, ampliou a repercussão de forma negativa em setores da opinião pública. Vorcaro está preso por envolvimento em escândalos financeiros, o que intensificou a crise política.
Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de recurso e a relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma questão privada.
"É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme", disse o parlamentar na manifestação,
Mesmo diante dos contratempos, a pesquisa indica forte fidelidade da base bolsonarista. Entre os eleitores de Flávio, 67% afirmam que a confiança no senador não foi abalada pelas revelações. No entanto, a rejeição ao parlamentar cresceu, alcançando 46% — superando numericamente a de Lula, que aparece com 45%.
O impacto eleitoral também foi medido pelo instituto: em simulação de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. O resultado sugere que, embora o senador mantenha apoio sólido entre seus seguidores, tem enfrentado resistência para ampliar sua base em meio ao desgaste provocado pelo caso.




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