Defesa de Bolsonaro denuncia barulho em cela; Moraes dá prazo para PF se explicar
- Luana Valente

- 5 de jan.
- 2 min de leitura
Ministro do STF exige relatório sobre condições da sala de Estado-Maior em Brasília

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma reclamação formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as condições da sala de Estado-Maior onde ele está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Segundo os advogados, o ambiente sofre com um ruído contínuo e permanente provocado por um aparelho de ar-condicionado central instalado ao lado da janela, sem vedação acústica adequada.
Na petição, os representantes de Bolsonaro afirmaram que o barulho persiste durante as 24 horas do dia, tornando o espaço incompatível com o repouso necessário. O local, de cerca de 12 metros quadrados, comporta apenas uma cama e uma pequena janela, o que, segundo a defesa, agrava a sensação de desconforto. Para os advogados, a situação ultrapassa o “mero desconforto” e compromete as condições mínimas de tranquilidade e saúde do ex-presidente.
Diante da reclamação, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal apresente esclarecimentos em até cinco dias. O magistrado quer um relatório detalhado sobre o funcionamento do equipamento e sobre as condições estruturais da sala. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (5), em resposta ao pedido da defesa, que alegou que o ambiente não garante condições adequadas de repouso físico e psicológico.
Bolsonaro está preso em razão das investigações sobre suposta tentativa de “golpe de Estado” e cumpre pena na sala de Estado-Maior, um espaço destinado a autoridades e militares de alta patente. A defesa declara que, além das condições jurídicas específicas desse tipo de custódia, é necessário assegurar que o ambiente não prejudique a saúde do ex-presidente.
Agora, caberá à Polícia Federal esclarecer se há possibilidade de corrigir o problema ou se o barulho é inerente à estrutura do prédio.




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