Defesa de Filipe Martins acusa Moraes e PGR de manobra para manter prisão
- Luana Valente

- 10 de jan.
- 2 min de leitura
Ex-assessor de Jair Bolsonaro está detido por suposto acesso ao LinkedIn, apesar de negar uso de redes sociais

A defesa de Filipe Martins, ex-assessor da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro, criticou duramente neste sábado (10 de janeiro de 2026) a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da Procuradoria-Geral da República (PGR). O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que ambos estariam agindo de forma “manjada” e “enrolada” para prolongar a prisão preventiva de seu cliente.
Segundo Chiquini, Moraes não consultou a PGR antes de decretar a prisão de Martins, mas agora, diante do pedido de revogação da medida, encaminhou a solicitação para manifestação da Procuradoria. Para o defensor, essa estratégia teria como objetivo atrasar a análise do caso e manter o ex-assessor “ilegalmente preso por mais tempo”. Ele destacou que não houve prazo definido para a resposta da PGR, o que, na visão da defesa, compromete a legalidade do processo.
Martins foi preso preventivamente em 2 de janeiro de 2026, acusado de descumprir medidas cautelares impostas pelo STF, entre elas a proibição de uso de redes sociais. A decisão de Moraes foi motivada por um e-mail enviado ao gabinete do magistrado por um coronel aposentado da Aeronáutica, que alegou que seu perfil no LinkedIn havia sido acessado pelo ex-assessor. A defesa, no entanto, sustenta que há provas de que Martins não utilizou a plataforma e que a acusação carece de fundamento.
O advogado também ressaltou que, ao contrário do que foi alegado, Martins vinha cumprindo prisão domiciliar determinada pelo STF após uma tentativa de fuga anterior. Para Chiquini, o episódio revela uma atuação irregular das autoridades, que estariam utilizando expedientes burocráticos para manter a prisão sem respaldo jurídico sólido.
Enquanto a defesa frisa sobre a ilegalidade da prisão, Moraes mantém a posição de que houve descumprimento das restrições impostas. A manifestação da Procuradoria-Geral da República ainda não foi divulgada, e o impasse segue sem previsão de resolução.




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