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Delegado Caveira revela tentativa de “calar” Flávio Bolsonaro e defende CPMI do Banco Master



Deputado paraense afirma que apenas uma comissão ampla poderá esclarecer os fatos envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro


Inteligência Artificial
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O deputado Delegado Caveira (PL-PA) reforçou nesta semana sua defesa pela instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, em meio às revelações sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, com o objetivo de tratar sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.


Vale frisar que o banqueiro foi preso pela Polícia Federal sob acusação de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode ter movimentado até R$ 12 bilhões.


Em discurso, Caveira acusou setores da base perista de tentar impedir que Flávio Bolsonaro se manifeste publicamente sobre o caso. “Querem calar Flávio como calaram Bolsonaro”, ressaltou, acrescentando que “a esquerda não quer assinar a CPMI do Banco Master, inclusive essa é uma grande oportunidade para Flávio Bolsonaro falar sobre o que vem acontecendo”.


O parlamentar também comparou a situação atual com o processo eleitoral de 2022, ao afirmar: “Somente através da CPMI que nós vamos esclarecer todos os fatos. Igual tiraram Jair Bolsonaro com o golpe da eleição querem tirar Flávio Bolsonaro.”


Sobre Daniel Vorcaro, Caveira disse: “Vorcaro todos nós já sabemos quem é. Agora, se patrocinou ou não algum filme privado, isso não é crime. E é isso que nós vamos discutir na CPMI e colocar na cadeia quem de fato precisa estar preso, quem roubou o dinheiro do povo, quem roubou o dinheiro público.”


O deputado concluiu seu posicionamento com tom enfático: “Nós não vamos aceitar esse golpe. A CPMI vai salvar o Brasil.”


Viana endurece críticas a Motta e cobra Alcolumbre sobre CPMI do Banco Master


O senador Carlos Viana (PL-MG) voltou a pressionar a cúpula do Congresso em torno da instalação da CPMI do Banco Master. Em pronunciamento, Viana acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de ter “se entregado ao sistema” ao não avançar com o pedido de investigação. Para o parlamentar, a postura de Motta representa uma tentativa de engavetar o tema.


A crítica ganhou mais força após Motta afirmar que os requerimentos de CPMI receberiam “tratamento regimental”, expressão que, segundo Viana, é “sinônimo de gaveta”. O senador também cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a assumir uma posição firme diante das pressões políticas. “Não podemos aceitar que figuras centrais do Congresso se omitam diante de um assunto que mexe com a credibilidade das instituições”, disse.


Nos bastidores, líderes partidários reconhecem que há uma fila de 15 pedidos de CPMI e apenas cinco podem funcionar simultaneamente, o que tem servido de argumento para a resistência em abrir a investigação.


Alcolumbre, por sua vez, tem evitado dar andamento ao requerimento de CPMI, mesmo diante do número suficiente de assinaturas. Em sessão do Congresso, preferiu não ler o pedido, criando um precedente que reforça sua resistência. Questionado, desconversou com a expressão “Égua”, típica do Amapá, o que foi interpretado como recusa em enfrentar o tema.


De acordo com o regimento, a criação de uma CPMI é gerada automaticamente, caso tenha o número de assinaturas suficiente para a instalação. Logo, precisaria apenas que o presidente da Casa leia os requerimentos.


O impasse sobre a CPMI do Banco Master expõe a disputa entre governo e oposição e coloca em evidência a pressão sobre os presidentes das Casas Legislativas. Aliados defendem que a comissão é necessária para esclarecer os fatos e proteger a pré-candidatura de Flávio à Presidência.



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