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Deputada do PL pede prisão de filho e irmão de Lula na CPMI do INSS


Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou requerimentos para que comissão solicite prisão preventiva de Lulinha e Frei Chico; também foi solicitada conversão da prisão domiciliar do banqueiro Daniel Vorcaro em preventiva


Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), uma das autoras do pedido de criação da CPMI do INSS, protocolou nesta quarta-feira (25) requerimentos solicitando que a comissão peça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, filho e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a parlamentar, haveria “risco concreto de fuga e de frustração da aplicação da lei penal”, especialmente após notícias de que Lulinha viajou para Madri, onde reside atualmente.


"Assegurar a aplicação da lei penal (risco de fuga): a saída de Fábio Luís Lula da Silva do país em meio às investigações, somada a notícias sobre pedidos de medidas cautelares pessoais (tornozeleira, retenção de passaporte etc.), revela quadro de perigo real de evasão do distrito da culpa", sustenta.


Já com relação a Frei Chico, a parlamentar aponta risco de influência sobre testemunhas, destruição de provas e continuidade de crimes. Para ela, esses fatores justificam a prisão preventiva.


Além dos pedidos contra Lulinha e Frei Chico, Coronel Fernanda também solicitou a conversão da prisão domiciliar do banqueiro Daniel Vorcaro em preventiva. A CPMI do INSS, instalada para investigar supostas irregularidades no sistema previdenciário, tem sido palco de disputas políticas intensas, com parlamentares da oposição buscando ampliar o alcance das apurações para figuras próximas ao presidente.


A iniciativa provocou reação imediata. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e conselheiro jurídico de Lulinha, classificou o pedido como “burrice”. Para o advogado não há qualquer base legal para a prisão, alegando que o filho do presidente não é investigado formalmente pela comissão. Ele também acusou a deputada de tentar criar “factoides” com objetivo político-eleitoral.



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