Deputada Gorete Pereira é alvo de operação da PF contra fraudes no INSS
- Luana Valente

- 17 de mar.
- 2 min de leitura
Parlamentar do MDB-CE terá de usar tornozeleira eletrônica após nova fase da Operação Indébito, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta terça-feira (17) uma nova etapa da Operação Indébito, que investiga um esquema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários. Entre os alvos está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que teve medidas cautelares aplicadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo Mendonça, havia elementos suficientes para justificar a prisão, conforme apontado pelo MPF. No entanto, o magistrado ressaltou que esse tipo de medida deve ser reservado a situações excepcionais.
Segundo a PF, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em diferentes estados. A operação é um desdobramento da chamada Operação Sem Desconto, iniciada em 2023, que revelou fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
As investigações apontam que Gorete exercia um papel de liderança junto às associações envolvidas em descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Parte do dinheiro, segundo a decisão, teria sido repassada por meio de escritórios de advocacia. O nome da parlamentar foi destacado em conversas via Whatsapp sitando valores em repasse, além de uma planilha com indicativos de cerca de R$ 750 mil em propina.
Gorete Pereira, que se filiou ao MDB em janeiro deste ano, já presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e foi procuradora da mulher na Câmara. Apesar das acusações, em nota, sua defesa negou qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que a parlamentar “não praticou qualquer ato ilícito”.




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