Efeito Lula: Deputada solicita auditoria no Bolsa Família após aumento de beneficiários em situação de rua
- Luana Valente

- 11 de jul.
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Atualizado: 11 de jul.
Júlia Zanatta (PL-SC) pede ao TCU fiscalização urgente diante da expansão de mais de 110% em três anos entre famílias sem residência fixa incluídas no programa social

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) protocolou no Tribunal de Contas da União (TCU) uma representação pedindo investigação sobre os mecanismos de controle do Bolsa Família. O foco da solicitação está no crescimento acelerado de beneficiários em situação de rua, que segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), mais que dobrou em três anos.
De acordo com os números apresentados, o programa passou de aproximadamente 130 mil famílias atendidas em 2023 para 272.971 em abril de 2026, o maior patamar da série histórica. O salto coincide com mudanças implementadas pelo governo federal em julho de 2025, quando o MDS passou a priorizar a inclusão de pessoas sem residência fixa no cadastro do Bolsa Família.
Na representação, Zanatta argumenta que a dispensa de comprovante de endereço e a ausência de auditorias específicas podem fragilizar o sistema de controle. Para ela, tais medidas, embora ampliem o acesso, também elevam os riscos de inconsistências e possíveis fraudes. “O número de famílias em situação de rua beneficiárias do Bolsa Família saltou de aproximadamente 130 mil, em 2023, para 272.971 em abril de 2026. Trata-se de crescimento superior a 110% em apenas três anos, atingindo o maior patamar de toda a série histórica disponível”, afirma o documento.
O pedido de fiscalização ocorre em meio ao aumento da população em situação de rua no Brasil, que segundo o Cadastro Único, passou de 198,7 mil pessoas em dezembro de 2022 para 392,4 mil em junho de 2026. Para enfrentar esse cenário, o governo lançou em 2023 o Plano Ruas Visíveis, com investimento inicial de R$ 982 milhões, voltado à ampliação de políticas de assistência e inclusão social.
O TCU deverá analisar os dados e decidir se há falhas nos mecanismos de fiscalização do programa.




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