Flávio Bolsonaro visita bairro marcado pelo domínio das facções com expulsão de famílias no Ceará
- Luana Valente

- 10 de jul.
- 2 min de leitura
Senador chama facções de “narcoterroristas” e promete endurecer combate ao crime organizado em visita a Vila Velha, Fortaleza

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve nesta sexta-feira (10) no bairro Vila Velha, em Fortaleza, onde mais de 80 famílias foram expulsas de suas casas por facções criminosas. A região, marcada pela disputa entre o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), tornou-se um “bairro fantasma” após a ordem dos grupos armados que controlam o tráfico de drogas na área.
Durante a visita, Flávio que estava na companhia do deputado federal André Fernandes (PL-CE) e do pré-candidato ao Senado Alcides Fernandes (PL-CE), percorreu a comunidade, classificou a situação como “narcoterrorismo” e afirmou que os “moradores vão voltar para suas casas, vão voltar a ter paz. Quem vai ficar atrás das grades é bandido, não é morador”. O senador criticou o governo federal por não reconhecer oficialmente as facções como organizações narcoterroristas e defendeu que criminosos devem “mofar na cadeia ou ser neutralizados pela polícia”.
A agenda também serviu para reforçar o plano “Brasil Sem Medo”, lançado em junho, que prevê 12 ações emergenciais contra o avanço das facções. Entre as propostas estão o enquadramento legal das organizações como narcoterroristas, o fortalecimento das polícias e a retomada de territórios dominados pelo crime.
A visita foi acompanhada pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE) e pelo pré-candidato ao Senado Alcides Fernandes (PL-CE), evidenciando o caráter político do ato. O episódio expõe a disputa de narrativas entre oposição e governo: enquanto Flávio defende medidas mais duras contra as facções, o Palácio do Planalto mantém a classificação de organizações criminosas comuns.
O caso das famílias expulsas em Fortaleza revela a gravidade da crise de segurança pública no Ceará e coloca em evidência o debate sobre estratégias de enfrentamento ao crime organizado, tema que deve ganhar ainda mais espaço na agenda eleitoral.




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