“Desserviço”: Alcolumbre enterra CPI do Crime Organizado
- Luana Valente

- 8 de abr.
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Comissão chega ao fim no dia 14 de abril sem prorrogação, apesar de pedidos para ampliar investigações

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado, medida que encerra oficialmente a comissão no próximo dia 14 de abril. A decisão foi recebida com críticas pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), que classificou o ato como “um grande desserviço” ao país.
Segundo Alcolumbre, a continuidade da CPI em ano eleitoral poderia gerar instabilidade política. Já Vieira argumenta que havia respaldo regimental para estender os trabalhos e que o encerramento compromete a apuração de fatos relevantes sobre a atuação de facções criminosas e sua infiltração em estruturas públicas.
O relatório final será apresentado na data de encerramento, com recomendações legislativas e encaminhamentos ao Ministério Público. Apesar da insatisfação, o relator descartou recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão.
O episódio expõe tensões entre Senado e Judiciário e levanta questionamentos sobre a eficácia das CPIs como instrumentos de fiscalização em temas sensíveis como segurança pública e crime organizado.




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