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Carlos Jordy reage a decisão de Moraes e critica proibição de visita a Filipe Martins


Deputado afirma que medida é “inacreditável” e acusa o ministro de cercear prerrogativas parlamentares


Câmara dos Deputados
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O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) criticou o ministro Alexandre de Moraes após decisão que proibiu ele e os parlamentares Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel van Hattem (Novo-RS) de visitar Filipe Martins, ex-assessor da Presidência preso por envolvimento nos atos de 8 de janeiro. Na decisão, Moraes autorizou visitas de alguns parlamentares da oposição, mas vetou especificamente Jordy, Gayer e van Hattem, alegando que os três são investigados por fatos conexos ao mesmo processo.


Em resposta, Jordy declarou: “É inacreditável o que esse cara continua fazendo com o Brasil.” O deputado argumenta que a medida representa abuso de poder e afronta à prerrogativa parlamentar de fiscalização.


A decisão reforça o embate entre o Supremo Tribunal Federal e setores da oposição ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Moraes, a restrição busca evitar contato entre investigados que poderia comprometer as apurações. Já os deputados veem a medida como tentativa de limitar sua atuação política.


Jordy declara que a acusação feita contra ele é inverídica e que é alvo de perseguição política. "No dia 18 de janeiro de 2024 fui alvo de uma busca e apreensão determinada por Moraes alegando que eu teria participação no 8 de janeiro. Ele se baseou numa troca de mensagens em que um apoiador meu me chamou de 'meu lider', e que essa pessoa teria participado do 8 de janeiro. Mas a foto que usaram para incriminar essa pessoa foi uma foto da posse do presidente Bolsonaro, e não do 8 de janeiro. Isso foi comprovado", explicou o parlamentar.


"Mas, mesmo assim, eles fizeram essa busca e apreensão, pegaram o meu passaporte diplomático, e eu não posso sequer sair do Brasil. Pegaram a minha arma registrada, meu computador, meu celular e nada me foi devolvido até hoje e eu continuo figurando como investigado", completou o parlamentar.


O parlamentar também afirma que Moraes usa da Justiça como "instrumento de perseguição contra adversários" para que "possa intimidar, humilhar e perseguir".


O episódio deve intensificar a tensão entre o STF e parlamentares da oposição, que acusam o Judiciário de extrapolar suas funções, enquanto o tribunal sustenta que age para proteger o andamento das investigações sobre os ataques de 8 de janeiro.



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