Donald Trump volta a mirar o México após operação contra Maduro
- Luana Valente

- 4 de jan.
- 2 min de leitura
Presidente americano afirma que cartéis dominam o país vizinho e promete medidas diante da crise das drogas

Em entrevista concedida à emissora Fox News neste sábado (3), logo após anunciar a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou suas atenções ao México. O republicano declarou que “alguma coisa terá que ser feita com o México” diante da força dos cartéis de narcotráfico, que, segundo ele, estariam controlando o país vizinho.
Trump afirmou que a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, não teria o comando efetivo da nação. “Os cartéis estão comandando o México; ela não está comandando o México. Ela tem muito medo dos cartéis. Eu perguntei a ela: ‘Você gostaria que nós eliminássemos os cartéis?’ e ela disse que não”, disse o presidente americano, em tom crítico à liderança mexicana.
A declaração ocorre em meio a uma escalada de ações militares dos Estados Unidos na América Latina. A operação contra Maduro foi justificada por Trump como parte de uma estratégia para combater o narcotráfico internacional. Questionado se a ação na Venezuela seria um recado ao México, o presidente respondeu que não, mas reforçou que medidas precisam ser tomadas contra os cartéis que atuam no território mexicano.
Trump também destacou o impacto da crise das drogas nos Estados Unidos. “Temos que fazer alguma coisa, porque perdemos 300 mil pessoas para as drogas e elas entram principalmente pela fronteira sul [dos Estados Unidos], e alguma coisa vai ter que ser feita em relação ao México”, acrescentou. A fala reforça a narrativa de que o narcotráfico mexicano é responsável por grande parte da entrada de substâncias ilegais no país.
A entrevista reacendeu tensões diplomáticas entre Washington e Cidade do México. Embora Trump tenha descrito Sheinbaum como “uma boa mulher” e “amiga”, suas declarações sugerem que os Estados Unidos podem adotar medidas mais duras contra os cartéis, o que abre espaço para novos atritos bilaterais.
O México, por sua vez, ainda não respondeu oficialmente às declarações.




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