Eduardo Bolsonaro nega uso de verba de filme Dark Horse
- Luana Valente

- 16 de mai.
- 2 min de leitura
Ex-deputado afirma que acusações são “toscas” e que seu status migratório não permitiria irregularidades

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro voltou a negar que tenha utilizado recursos do fundo de investimento destinado ao filme Dark Horse, que narra a trajetória política de Jair Bolsonaro, para custear sua permanência nos Estados Unidos. A Polícia Federal apura se parte dos R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao projeto teria sido desviada para despesas pessoais do filho do ex-presidente.
Em declarações públicas, Eduardo classificou as acusações como infundadas: “A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria. Se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria”, destacou. Ele também negou ter exercido qualquer função de gestão no fundo: “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”.
O ex-deputado reforçou que não é proprietário da produção: “Nós não somos donos do filme, mas sim os mais de uma dezena de investidores. O escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos”, escreveu. Eduardo ainda argumentou que o projeto só pôde ser viabilizado fora do Brasil: “Ninguém se arriscaria investir num filme do Bolsonaro no Brasil, pois seria devidamente perseguido pelo regime”. Para ele, as acusações fazem parte de uma ofensiva política: “Tudo não passa de uma tentativa tosca de assassinato de reputação, que tenta atrelar ilicitude em patrocínio para um filme”, concluiu.
Apesar das negativas, documentos revelados pelo Intercept Brasil indicam que Eduardo assinou contrato como produtor executivo do filme, com poder sobre decisões financeiras. Eduardo declarou ter captado cerca de US$ 50 mil para manter o diretor contratado, mas alegando que o dinheiro veio de cursos políticos e não de Vorcaro.
O senador Flávio Bolsonaro também saiu em defesa do irmão, afirmando que Eduardo se sustenta com reservas próprias e doações do pai, incluindo um repasse de R$ 2 milhões via Pix feito por Jair Bolsonaro em 2025. Flávio negou que os recursos do filme tenham sido desviados e garantiu que o montante foi integralmente destinado à produção cinematográfica.
Enquanto a família Bolsonaro se posiciona e afastando qualquer suspeita, a Polícia Federal segue investigando se houve desvio de finalidade na aplicação dos recursos e se parte foi usada para custear despesas pessoais de Eduardo nos Estados Unidos. O caso expõe uma disputa de narrativas entre as declarações da família e os indícios levantados pela investigação, que ainda busca esclarecer o real destino das verbas milionárias.




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