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Em nota, família de Sicário cobra esclarecimentos sobre morte

Atualizado: 15 de abr.

Familiares disseram não ter acesso a informações relevantes sobre o caso


Polícia de Minas Gerais
Polícia de Minas Gerais

Familiares de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, mais conhecido como Sicário, divulgaram nota nesta segunda-feira (13) a respeito das informações conflitantes sobre a morte do aliado do banqueiro Daniel Vorcaro.


Segundo o advogado Vicente Salgueiro, Mourão morreu em 6 de março, no Hospital João XXIII, foi velado e enterrado dois dias depois, na presença de familiares. A defesa também negou rumores de que ele estaria vivo.


Apesar disso, o caso segue cercado de dúvidas. A certidão de óbito não informa a causa da morte, indicando que ainda depende de exames, e a família afirma não ter acesso ao inquérito nem a imagens relacionadas ao caso. O Instituto Médico Legal também não divulgou conclusão oficial.


Outro ponto levantado é um erro no registro da Prefeitura de Belo Horizonte, que apontava o sepultamento em fevereiro, quase um mês antes da data confirmada da morte. Mourão está enterrado em um túmulo sem identificação no Cemitério do Bonfim.


A defesa aguarda os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte, inclusive os fatos ocorridos na sede da Polícia Federal antes de sua internação. O advogado afirmou ainda que possíveis falhas na custódia devem ser apuradas, independentemente de a morte ter sido ou não um suicídio.


– Até o presente momento, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal ainda não autorizaram o acesso da família, ou mesmo da defesa anteriormente constituída por Mourão, às imagens de segurança ou a qualquer fragmento dos autos do inquérito que apura os fatos. Do mesmo modo, o Instituto Médico Legal da Polícia Civil de Minas Gerais não disponibilizou à família conclusão oficial acerca da causa mortis – disse a família.


Por fim, os familiares contestaram o uso do apelido Sicário, associado a assassinos de aluguel, afirmando que nunca houve envolvimento de Mourão com crimes violentos e que ele não apresentava histórico de comportamento autodestrutivo.


Leia a nota completa a seguir:


A família de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, por meio de seu advogado, constituído para acompanhamento do inquérito que investiga as circunstâncias do óbito, vem a público prestar esclarecimentos sobre as informações e narrativas veiculadas nos últimos dias.


Até o presente momento, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal ainda não autorizaram o acesso da família, ou mesmo da defesa anteriormente constituída por Mourão, às imagens de segurança ou a qualquer fragmento dos autos do inquérito que apura os fatos. Do mesmo modo, o Instituto Médico Legal da Polícia Civil de Minas Gerais não disponibilizou à família conclusão oficial acerca da causa mortis.


No que se refere à suposta inexistência do óbito, esclarece-se que Luiz Phillipi faleceu em 6 de março de 2026, conforme atestado pela equipe médica do Hospital João XXIII, tendo sido o corpo velado e posteriormente sepultado no dia 8 de março, na presença de familiares e amigos próximos. A realidade dos fatos, infelizmente, não comporta versões dissociadas desses registros.


A família permanece no aguardo da divulgação do exame pericial, o qual se espera seja apto a elucidar, com precisão técnica, a causa do falecimento, bem como da conclusão das investigações em curso, especialmente quanto aos acontecimentos ocorridos nas dependências da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte, que antecederam o encaminhamento de Phillipi ao Hospital João XXIII no dia 4 de março de 2026.


Via Pleno News

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