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Presidente da CPMI reage à demissão no comando do INSS: "A verdade está aparecendo"

Atualizado: 15 de abr.


Senador afirma que mudança é consequência das revelações da comissão e da crise nas filas de benefícios


Geraldo Magela/Agência Senado
Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), reagiu à demissão de Gilberto Waller Júnior do comando do órgão. Para o parlamentar, a decisão do governo reflete diretamente as pressões geradas pelas apurações da comissão e pelas denúncias que vieram à tona nos últimos meses.


A exoneração foi anunciada pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, em meio à crescente insatisfação com a gestão do INSS e à crise das filas de benefícios, que já ultrapassam os dois milhões de pedidos pendentes. A servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira foi nomeada para assumir a presidência do instituto, com a missão de acelerar a análise dos requerimentos e reduzir o tempo de espera da população.


Segundo o senador Carlos Viana, a troca no comando do INSS é um sinal de que o Executivo busca “iniciar uma limpeza” diante das revelações da CPMI e das auditorias em andamento. Ele acrescentou que, ao prestar depoimento à comissão, o então presidente do órgão “reconheceu que muita coisa estava errada e que era necessário agir para evitar irregularidades, mas nada foi feito”.


" Não tem jeito, o que a CPMI começou vai acontecer, a verdade, a justiça vai ser feita", reforçou Viana, frisando que a demissão de Gilberto visa "antecipar o desgaste" e diminuir o impacto porque sabem que as ações de ivestigação mostra claramente que muita gente deixou acontecer por favor político e ligação de parentesco".


O senador também externou que com a Delação do Maurício Camisotti - empresário que fechou a Polícia Federal o primeiro acordo de delação premiada sobre as fraudes do INSS.

"Vai (Camisotti) revelar políticos, parentes, servidor público corrompido, quem não cumpriu com a missão [...]", frisou.


Pressionado com o exposto por meio da CPMI, o governo promete reforçar o quadro de servidores, investir em modernização tecnológica e adotar novas diretrizes para enfrentar o acúmulo de processos. Enquanto isso, a CPMI seguirá com as investigações, que podem trazer novos desdobramentos sobre a condução da política previdenciária.


"O nosso trabalho pelo Brasil ninguém vai comseguir ocultar ou colocar de baixo do tapete ou impedir que as pessoas saibam a verdade", finalizou Viana.



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