Em Washington, Flávio Bolsonaro desafia Lula e cobra CPMI do Master
- Luana Valente

- 26 de mai.
- 2 min de leitura
Senador amplia críticas ao governo e solicita que facções criminosas sejam classificadas como terroristas nos EUA

Após cumprir a agenda política em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou de uma coletiva com a imprensa, reforçando a sua pré-candidatura. O presidenciável voltou a cobrar a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o banco Master, além de lançar críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando encontros fora da agenda oficial com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros empresários.
Flávio afirmou: “Eu já falei tudo que tinha que falar sobre o assunto (Vorcaro). Eu insisto pela instalação da CPMI do banco Master. Eu desafio o governo Lula a colocar sua base para pressionar o presidente do Congresso a instalar a CPMI. Ele que deve explicar o que foi fazer sete, oito vezes em reunião fora da agenda, não só com Vorcaro, mas com Augusto Lima, da Bahia.”
O senador também acusou Lula de manter proximidade com Vorcaro e de interferir em decisões ligadas ao Banco Master. “Lula disse que ele (Vorcaro) deveria aguardar a troca no Banco Central. Lula tem que falar pra gente se ele é conselheiro, sócio ou amigo de Vorcaro. Ele tem que explicar sobre seu filho, que está foragido pelo mundo. Cadê o Lulinha?”, declarou.
Além da pauta sobre o banco Master, Flávio Bolsonaro revelou que tratou com o presidente americano Donald Trump da possibilidade de reclassificar os grupos criminosos PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o senador, o governo brasileiro resiste à medida por receio de ações militares norte-americanas em território nacional.
Nesse ponto, o presidenciável reforçou sua divergência com Lula: “Enquanto o Lula vai de joelhos para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário. Eu fiz exatamente esse pedido a ele para que ele declare CV e PCC como organizações terroristas, sim, que é o que eles são. Nós temos aí um em cada quatro brasileiros morando em áreas dominadas por facções criminosas que impõem suas próprias regras.”
A visita a Washington, portanto, serviu não apenas para reafirmar sua pré-candidatura, mas também para marcar posição em temas de segurança pública e política internacional, ampliando o embate com o governo Lula.




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