Trump quer eliminar CV e PCC, diz porta-voz dos EUA
- Luana Valente

- 3 de jun.
- 2 min de leitura
Amanda Roberson afirma que medida não envolve ações militares, mas sanções financeiras e restrições legais

O governo dos Estados Unidos anunciou que o presidente Donald Trump pretende “eliminar” as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), recentemente incluídas na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados. A decisão, divulgada pelo Departamento de Estado, passa a valer em 5 de junho e prevê bloqueio de bens, restrições de visto e criminalização de qualquer apoio material a essas organizações.
Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, as facções são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, responsáveis por ataques contra autoridades e civis. A medida foi tomada após pressão política, incluindo reunião do senador Flávio Bolsonaro com autoridades americanas em Washington.
A porta-voz Amanda Roberson esclareceu que a designação não contempla ações militares, mas sim instrumentos legais e financeiros. “O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos”, afirmou em entrevista, reforçando que a legislação americana não permite intervenção militar apenas com base na classificação de terrorismo.
“As designações do CV e do PCC são parte de uma ampla estratégia que Trump está trabalhando na região. Esses dois grupos fazem parte de 17 grupos criminosos designados como organizações terroristas estrangeiras. O presidente Trump está atuando para eliminar esses grupos”, es Roberson.
No Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou contra a decisão. Sobre a possibilidade de impactos no mercado financeiro, Roberson destacou que essa análise cabe ao Departamento do Tesouro dos EUA.
A iniciativa reforça a estratégia americana de ampliar o combate ao crime organizado transnacional, impondo barreiras internacionais às atividades do PCC e do CV.




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