Flávio Bolsonaro defende endurecimento das penas para roubo de celular em convenção do PL na Paraíba
- Luana Valente

- 3 de ago.
- 2 min de leitura
Senador propõe pena mínima de oito anos e trabalho obrigatório para presos como forma de ressarcimento às vítimas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu neste domingo (2), durante a convenção estadual do Partido Liberal (PL) na Paraíba, o aumento da pena mínima para o roubo de celulares, propondo que o crime resulte em pelo menos oito anos de prisão. A declaração foi feita em João Pessoa, diante de militantes e lideranças locais, em um discurso marcado por críticas ao governo federal e pela apresentação de propostas voltadas à segurança pública.
Segundo Flávio, o celular hoje concentra informações pessoais, bancárias e memórias familiares, tornando-se um bem essencial para o trabalhador. “Não é apenas um objeto, é a vida da pessoa que está ali dentro”, afirmou o senador, ao justificar a necessidade de penas mais severas. Ele também defendeu que os detentos sejam obrigados a trabalhar para custear sua estadia no sistema prisional e ressarcir os prejuízos causados às vítimas.
A proposta integra o pacote chamado “Brasil Sem Medo”, que reúne 12 medidas urgentes para a área de segurança. Entre elas, está a exigência de trabalho obrigatório para presos e o endurecimento das penas em casos de crimes considerados de alto impacto social. Flávio reforçou que, em seu eventual governo, o combate à criminalidade seria feito com “porrada”, expressão usada para defender medidas mais duras contra criminosos.
O senador aproveitou o evento para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de “passar a mão na cabeça de ladrão”. A fala, além de marcar posição política, teve caráter estratégico: Flávio destacou que o Nordeste será decisivo nas eleições de 2026, buscando ampliar a presença do bolsonarismo em uma região historicamente favorável ao PT. Ao lado de aliados como o senador Efraim Filho (PL) e o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), reforçou sua intenção de se consolidar como herdeiro político do legado de Jair Bolsonaro.
No Congresso, a discussão sobre o aumento das penas para furto e roubo de celulares já está em andamento. Em fevereiro, a Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou projeto de Flávio Bolsonaro que prevê pena de quatro a oito anos para furto de celular, além de agravantes em casos de roubo com violência. O texto ainda aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça.




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