Flávio Bolsonaro intensifica críticas a Lula após decisão dos EUA
- Luana Valente

- 8 de jun.
- 2 min de leitura
Senador celebra classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e acusa o presidente de proteger facções

A decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras continua repercutindo no Brasil. O anúncio, oficializado em 5 de junho pelo presidente Donald Trump, abre caminho para sanções financeiras e maior cooperação internacional contra as facções criminosas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a medida como uma vitória política e aproveitou para atacar Lula, acusando-o de defender grupos que aterrorizam famílias brasileiras. Em suas redes sociais, Flávio afirmou: “Lula deveria aproveitar a oportunidade e fazer sua parte para ASFIXIAR FINANCEIRAMENTE os grupos narcoterroristas PCC e Comando Vermelho. Mas não, prefere defender quem aterroriza a vida dos brasileiros! Tão importante quanto identificar e bloquear a origem do dinheiro sujo dos narcoterroristas é saber quem são os destinatários finais desses recursos! Vão aparecer grandes tubarões nessa rede criminosa!”
O comentário foi feito em resposta a uma reportagem da Folha de S.Paulo que destacou a preocupação de empresas brasileiras em se certificar sobre eventuais conexões com as facções, para evitar punições previstas pela medida norte-americana.
Ao se manifestar sbre o assunto, o presidente Lula, declarou que reconhecer facções brasileiras como terroristas epresentaria abrir espaço para intervenção estrangeira e fragiliza a autonomia do país no combate ao crime.
O episódio impulsiona o debate sobre segurança pública, tema que aparece como a maior preocupação dos brasileiros em pesquisas recentes. A oposição busca capitalizar politicamente a decisão dos EUA, enquanto o governo tenta sustentar a narrativa de defesa da soberania nacional.
Com a polarização acentuada, o embate entre Lula e Flávio Bolsonaro promete marcar os próximos meses da cena política, colocando o combate às facções criminosas no centro da disputa eleitoral de 2026.




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