Flávio Bolsonaro repudia Lula após condenar ataques contra o Irã
- Luana Valente

- 28 de fev.
- 2 min de leitura
Senador chama postura do governo de “inaceitável”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou duramente neste sábado (28), o posicionamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao conflito no Oriente Médio. A reação veio após o Ministério das Relações Exteriores divulgar nota condenando os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, classificando-os como uma escalada perigosa e defendendo que a negociação é o único caminho viável para a paz.
Em nota de repúdio publicada nas redes sociais, Flávio afirmou que a postura do governo brasileiro é “inaceitável” e acusou Lula de colocar o país “do lado errado de um conflito grave”. O senador, que esteve em Israel no mês passado, disse que o Brasil escolheu um posicionamento “moralmente equivocado” ao criticar a ofensiva contra o regime iraniano.
“O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, se manifestou o senador em nota de repúdio.
Além disso, a nota pede respeito ao Direito Internacional e contenção das partes para evitar escalada do conflito.
Leia a nota de repúdio na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO A LULA
O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo.
O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apóia organizações terroristas, que grita publicamente “morte à América”, que defende abertamente “varrer Israel do mapa” e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares. Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, e milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região.
O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.
Registro minha solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein, países parceiros do Brasil, e a quaisquer outros que tenham sido covardemente atacados pela ditadura do Irã. São nações com as quais o Brasil mantém relações comerciais relevantes e diálogo institucional crescente.
Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento.




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