Frias nega financiamento de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro
- Luana Valente

- 14 de mai.
- 3 min de leitura
Áudios divulgados pelo The Intercept Brasil mostram Flávio Bolsonaro cobrando banqueiro e ressaltando sobre pagamentos atrasados, mas produtor afirma que não há vínculo financeiro com o projeto

O deputado federal e ex-secretário de Cultura Mário Frias negou que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha financiado o filme Dark Horse, cinebiografia sobre a vida de Jair Bolsonaro. A polêmica ganhou força após o site The Intercept Brasil divulgar áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Vorcaro por supostos atrasos em repasses ligados à produção.
Segundo Frias, que atua como produtor executivo do longa, não há “um único centavo” de Vorcaro no projeto. Ele reforçou que a obra é financiada exclusivamente por capital privado e que não há uso de recursos públicos. A produtora GOUP Entertainment também divulgou nota afirmando que o senador Flávio Bolsonaro não possui sociedade na produção, limitando-se à cessão dos direitos de imagem da família.
Nos áudios revelados pelo Intercept, Flávio Bolsonaro aparece cobrando Vorcaro ressaltando sobre os pagamentos que estariam atrasados. O banqueiro, atualmente preso em São Paulo, é acusado pela Polícia Federal de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode chegar a R$ 12 bilhões. O portal afirma que Vorcaro teria desembolsado até R$ 61 milhões para o filme, informação contestada pelos produtores.
Frias descreveu o projeto como uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, com elenco internacional e orçamento robusto. Já Flávio Bolsonaro confirmou que buscou apoio financeiro de Vorcaro, mas alegou tratar-se de uma relação privada, sem envolvimento de dinheiro público.
Leia a íntegra da Nota:
Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:
1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
4. Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.
Deputado Federal Mário Frias
Produtor Executivo




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