Governo intensifica manobras para aprovar Jorge Messias na CCJ
- Luana Valente

- há 2 dias
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Trocas de senadores ampliam margem governista, mas placar segue apertado e sujeito a oscilações

O governo federal entrou em ofensiva na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para garantir a aprovação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal. A estratégia incluiu substituições de parlamentares vistas como manobras políticas, que aumentaram a presença de aliados na comissão.
Entre as mudanças, Sérgio Moro (PL-PR), crítico da indicação, foi retirado e substituído por Renan Filho (MDB-AL), alinhado ao governo. Cid Gomes (PSB-CE), que não havia declarado voto, deu lugar a Ana Paula Lobato (PSB-MA), também governista. Com isso, a base calcula ter entre 15 e 16 votos favoráveis, número suficiente para superar os 14 necessários na CCJ.
Apesar da vantagem, o placar ainda é considerado apertado. Levantamentos apontam 13 votos declarados a favor e alguns indecisos que podem definir o resultado. A sabatina de Messias está marcada para quarta-feira, 29 de abril, e promete ser um dos momentos mais tensos da legislatura.
No plenário, o desafio é ainda maior. São necessários 41 votos entre os 81 senadores, e o governo estima ter cerca de 45 apoios, margem considerada estreita. A oposição acusa o Planalto de agir por “desespero” e de tentar evitar uma sabatina transparente.
Nos bastidores, líderes como Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) coordenam as articulações, enquanto ministros foram mobilizados para reforçar a base. O desfecho dependerá da capacidade do governo de consolidar votos entre os indecisos, tanto na comissão quanto no plenário.




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