Governo Lula recua após polêmica sobre pesca da tainha em SC; entenda
- Luana Valente

- 9 de jun.
- 2 min de leitura
Proibição inicial gerou protestos e acusações de perseguição

O Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou no domingo (7) a suspensão da pesca da tainha por arrasto de praia em todo o Brasil, após o monitoramento indicar que 90% da cota de 1,1 mil toneladas já havia sido atingida. A medida foi apresentada como preventiva para evitar a pesca predatória e garantir a reprodução da espécie. Embarcações tiveram apenas 24 horas para realizar o último descarregamento.
A decisão atingiu diretamente Santa Catarina, único estado com a atividade regulamentada e fiscalizada, e provocou forte reação. Prefeituras, associações de pescadores e lideranças políticas se manifestaram contra a medida. O governo catarinense chegou a anunciar que buscaria medidas judiciais para reverter a suspensão.
Reação política e pressão da bancada catarinense
Entre os críticos, destacou-se a deputada federal Carol de Toni (PL-SC), que acusou o governo Lula de tentar “sufocar quem trabalha, vive do mar e sustenta milhares de famílias”. Em suas redes sociais, ela comemorou o recuo do governo afirmando: “A pressão funcionou! Após a mobilização da bancada catarinense, dos pescadores e de todo o setor, o governo Lula foi obrigado a recuar do absurdo que encerrava a pesca da tainha em SC”.
Diante da repercussão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na terça-feira (9) a liberação da pesca da tainha em Santa Catarina. O governo ainda não detalhou a quantidade da cota extra nem os prazos para continuidade da atividade, mas informações preliminares apontam para a liberação de cerca de 350 toneladas adicionais.
A pesca da tainha é considerada uma das atividades mais tradicionais do litoral catarinense, movimentando comunidades entre maio e julho. Além de ser fonte de renda para milhares de famílias, a prática preserva costumes transmitidos por gerações e é vista como parte da identidade cultural do estado.
O recuo de Lula deixou em evidência a força da mobilização local e da pressão política.




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