Justiça boliviana decreta prisão de Evo Morales, acusado de terrorismo e levante armado
- Luana Valente

- 30 de jul.
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Ex-presidente e aliado histórico de Lula nega acusações e denuncia perseguição política em meio à crise social e econômica no país

A Promotoria Departamental de Santa Cruz, na Bolívia, decretou a prisão de Evo Morales, líder cocaleiro e figura central da esquerda latino-americana. A ordem foi emitida nesta quarta-feira (29), e inclui acusações de terrorismo, levante armado, associação criminosa, instigação pública ao crime e atentado contra a segurança dos meios de transporte e serviços públicos. As penas previstas podem chegar a 30 anos de prisão.
O processo decorre dos mais de 50 dias de bloqueios de estradas realizados entre maio e junho, que, segundo a Defensoria do Povo, resultaram em 22 mortos e 88 feridos. Os protestos, motivados pela inflação e pela escassez de combustível, levaram o presidente Rodrigo Paz a decretar estado de emergência e autorizar a atuação das Forças Armadas para apoiar a polícia na remoção dos bloqueios.
Morales, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, diz ser alvo de uma “brutal guerra judicial” e acusa o governo de perseguição política. Por meio das redes sociais, Morales reagiu: "Não vão nos intimidar".
A repercussão internacional é significativa, já que Morales mantém proximidade com líderes progressistas da região, incluindo o presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva. Desde sua renúncia em 2019, o ex-presidente já enfrentou outros mandados de prisão, como em 2024, quando foi acusado de tráfico de pessoas.




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