Lula volta a citar “enforcamento de traidores” em ato político
- Luana Valente

- 22 de jul.
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Atualizado: 22 de jul.
Declaração reacende polêmica ao mirar Flávio Bolsonaro durante convenção do PDT

Em meio à convenção nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), realizada em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a recorrer a uma expressão que já havia causado repercussão anteriormente. Ao discursar diante de militantes e dirigentes, Lula afirmou que “antigamente traidor era enforcado”, em referência a adversários políticos que, segundo ele, buscam apoio internacional contra o Brasil.
Sem mencionar nomes diretamente, o presidente disse que “hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos impor punição ao Brasil”. A fala foi interpretada como uma nova alusão ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, a quem Lula atribuiu — sem apresentar provas — responsabilidade pelo tarifaço de 25% imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre produtos brasileiros.
O episódio reforça a tensão entre governo e oposição em um momento de articulações eleitorais. A retórica de Lula, ao usar termos como “enforcamento” para se referir a adversários, tem sido alvo de críticas de setores políticos e da sociedade civil, que apontam para o risco de radicalização do discurso.
A convenção do PDT, que oficializou apoio à reeleição do petista, foi marcada por discursos de unidade e pela tentativa de consolidar alianças. Ainda assim, a declaração do presidente acabou dominando a cobertura jornalística do evento, reacendendo debates sobre os limites da linguagem política e o impacto de frases de efeito em um cenário já polarizado.




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