Mendonça investiga suposta obstrução de diretor-geral da PF em caso do INSS que envolve Lulinha
- Luana Valente

- 1 de ago.
- 2 min de leitura
Ministro exige acesso integral e simultâneo aos autos; resistência da PF abre crise institucional sem precedentes

O Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal vivem um embate raro e de grande impacto institucional. O ministro André Mendonça determinou acesso integral e simultâneo aos documentos da investigação que apura fraudes bilionárias no INSS, caso que também envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A ordem judicial, porém, encontrou resistência dentro da PF, que alega autonomia dos delegados e acionou a Advocacia-Geral da União para contestar a decisão. A informação é do Portal Metrópoles.
A investigação, conhecida como Operação Sem Desconto, revelou um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas. Além disso, Mendonça autorizou novos inquéritos para apurar a atuação de Lulinha em contratos da Dataprev e em negócios ligados ao Ministério da Saúde. O ministro também determinou que qualquer mudança na equipe da PF responsável pelo caso só poderia ocorrer com sua autorização, medida vista como uma tentativa de garantir transparência e evitar manipulação dos autos.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, passou a ser alvo de apuração após informações de que relatórios e depoimentos não estavam sendo juntados ao processo, o que poderia configurar obstrução de justiça. A tensão cresce porque, se confirmada a suspeita, o episódio pode levar à responsabilização inédita de um chefe da Polícia Federal por descumprimento de ordem judicial.
Do lado da defesa, os advogados de Lulinha acusam a PF de realizar uma “pesca probatória”, sem provas concretas, e de tentar criar fatos políticos às vésperas das eleições. Já no plano institucional, o choque entre STF e PF expõe uma disputa sobre os limites da autonomia policial frente ao controle judicial, com potencial de redefinir a relação entre os poderes.




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