Mesmo após alta médica, Moraes mantém Bolsonaro sob custódia da PF;
- Luana Valente

- 1 de jan.
- 2 min de leitura
Após ignorar as alegações sobre a saúde delicada do ex-presidente, magistrado é flagrado tentando passar despercebido em Dubai

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou mais uma vez o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que sua prisão fosse convertida em regime domiciliar de caráter humanitário. A solicitação havia sido protocolada após a internação de Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília, onde permaneceu desde o dia 24 de dezembro. Com a alta médica confirmada para esta quinta-feira (1º), Moraes determinou que o ex-presidente retornasse imediatamente ao regime fechado na Superintendência da Polícia Federal.
A defesa alegava que o delicado quadro de saúde de Bolsonaro poderia se agravar com a manutenção da prisão em regime fechado. Os advogados insistiram que a prisão domiciliar seria necessária para garantir condições adequadas de recuperação. No entanto, Moraes considerou que não havia elementos suficientes para justificar a medida e reforçou que a condenação de 27 anos e três meses deveria ser cumprida integralmente.
Enquanto a decisão era divulgada em Brasília, imagens do ministro Alexandre de Moraes circulavam nas redes sociais e em veículos de imprensa, mostrando-o em Dubai. Nas fotos, Moraes aparecia tentando passar despercebido, usando óculos escuros e boné. A coincidência entre a repercussão das imagens e a divulgação da decisão judicial ampliou a polêmica na internet.
A negativa de prisão domiciliar representa o terceiro revés consecutivo para a defesa de Bolsonaro, que já havia tentado recursos semelhantes anteriormente. O caso reforça a postura firme do STF diante das alegações da defesa e sinaliza que, mesmo diante de questões médicas, a Corte não pretende flexibilizar o cumprimento da pena.
Com a decisão, Bolsonaro permanece sob custódia da Polícia Federal, em Brasília.




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