Michelle deixa candidatura em aberto e reforça prioridade em cuidar de Bolsonaro
- Luana Valente

- 10 de jun.
- 2 min de leitura
Ex-primeira-dama afirma que pedirá prorrogação da prisão domiciliar do marido, que expira no fim de junho

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou nesta semana que não pretende disputar o Senado, deixando sua candidatura em aberto. Em evento político em Brasília, ela afirmou que sua prioridade no momento é cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “A prioridade é a minha casa, o meu marido”, disse Michelle, ao ser questionada sobre planos eleitorais.
“A prioridade é a minha casa, o meu marido. Eu não posso pensar no amanhã se hoje preciso estar firme e forte para cuidar dele. Ele quer muito [que eu concorra], mas acho que a minha contribuição eu já dei. Se eu tiver que ficar em casa cuidando dele, eu vou ficar”, afirmou Michelle ao conceder entrevistas na saída de um evento.
A medida que mantém Bolsonaro em casa foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em março, com validade de 90 dias, e expira no fim de junho. Michelle confirmou que os advogados já trabalham para pedir a prorrogação da prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente precisa de acompanhamento médico constante. Segundo ela, Bolsonaro enfrenta crises recorrentes de soluço há mais de um ano e sofre efeitos colaterais de medicamentos, como enjoo e cansaço.
“Espero que ele continue em casa. Com certeza [pediremos mais tempo ao ministro], até porque ele [Bolsonaro] precisa estar em casa para pedir todos os cuidados. Um ano e dois meses com essa crise de soluço”, disse.
Durante o evento, Michelle também reforçou seu papel no comando do PL Mulher, núcleo feminino do partido, destacando que já “plantou uma semente” ao incentivar a participação de mulheres na política. Apesar de descartar protagonismo próprio neste momento, ela afirmou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro “no momento certo”, sinalizando que a família mantém articulações políticas para o futuro.
A postura de Michelle evidencia uma estratégia de preservar a imagem de união familiar enquanto mantém espaço para movimentações eleitorais. Ao deixar sua candidatura em aberto, ela evita desgastes imediatos e concentra atenções na saúde de Bolsonaro, ao mesmo tempo em que reforça o apoio às candidaturas ligadas ao clã.
“Agora quem está precisando de cuidados é o meu marido”, ressaltou Michelle.




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