Moraes autoriza visita de assessor dos EUA a Bolsonaro; Carlos esteve com o pais nesta quarta-feira (11)
- Luana Valente

- 11 de mar.
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Atualizado: 12 de mar.
Encontro diplomático está marcado para 18 de março, enquanto visita de Carlos Bolsonaro reforça apoio familiar e político ao ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro foi agendado para a próxima quarta-feira,18, das 8h às 10h, na Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF), dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A decisão atende a pedido da defesa de Bolsonaro, que argumentou que a presença de Beattie no Brasil tem caráter diplomático. Como relator do processo que levou o ex-presidente à prisão, Moraes é responsável por autorizar todas as visitas. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por suposta tentativa de "golpe de Estado", após condenação em janeiro. Desde então, todas as agendas de visitas precisam de aval judicial.
Beattie, ligado ao governo Donald Trump, já fez declarações críticas ao Judiciário brasileiro e a Moraes, a quem chamou de “arquiteto da perseguição a Bolsonaro”. Sua presença em Brasília é vista como um gesto político e diplomático, capaz de gerar repercussão nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.
A autorização ocorre em meio a uma rotina de visitas de familiares e aliados políticos ao ex-presidente. Nesta quarta-feira, 11, o vereador Carlos Bolsonaro esteve na Papuda e relatou em suas redes sociais detalhes da conversa com o pai. Segundo ele, Bolsonaro enfrenta uma crise persistente de soluços, mas mantém firmeza ao discutir temas políticos e jurídicos, como a definição de uma lista de senadores e críticas ao julgamento que o condenou.
"Sua crise de soluços segue constante , algo que só de ver já me deixa agoniado. Imagine um homem ter que dormir soluçando e tratarem isso como algo comum, obviamente sabendo o que desejam com a deterioração diária de sua saúde", ressaltou Carlos.
Carlos também mencionou assuntos de caráter internacional, como o pedido de asilo político concedido pela Argentina a um condenado pelos atos de 8 de janeiro, além de críticas ao governo Lula e supostas relações com facções criminosas. Em tom de desabafo, classificou o pai como “preso político” e destacou sua “fortaleza moral”.
Durante a conversa, Carlos afirmou ainda que discutiu com Bolsonaro temas políticos e jurídicos, como a definição de uma lista de senadores, a validade do julgamento que levou à condenação do ex-presidente e questões relacionadas ao cenário internacional. O vereador também mencionou a existência de uma relação entre Lula com as facções criminosas e sobre o pedido de asilo político concedido pela Argentina a um condenado por envolvimento nos atos de 8 de janeiro.
Em tom de desabafo, Carlos classificou o pai como “preso político” e disse que, apesar das dificuldades, Bolsonaro mantém “espírito vivo” e segue como referência moral para seus apoiadores.




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