Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para exames em hospital
- Luana Valente

- 6 de jan.
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Ministro diz que médico da Polícia Federal não identificou a necessidade de transferência; defesa alega risco imediato à saúde

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (6), o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que fosse realizada a transferência imediata a um hospital particular em Brasília. O requerimento foi feito após Bolsonaro sofrer uma queda durante a madrugada na cela da Superintendência da Polícia Federal.
Segundo Moraes, não há elementos que indiquem urgência na remoção. O magistrado destacou que o atendimento inicial realizado por um médico da Polícia Federal não identificou a necessidade de transferência imediata, recomendando apenas observação clínica. A decisão também determinou que a defesa apresente ao STF laudos médicos e a lista de exames solicitados, para avaliar se podem ser realizados dentro da própria estrutura da corporação.
“Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A Defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, diz trecho do despacho.
A defesa de Bolsonaro, por sua vez, sustentou que o impacto da queda “impõe risco concreto e imediato” à saúde do ex-presidente. Os advogados afirmaram que a remoção hospitalar seria necessária para a realização de exames de imagem e clínicos, com o objetivo de preservar a integridade física do paciente e evitar agravamento do quadro. Eles solicitaram que o ex-presidente fosse encaminhado ao hospital DF Star, em Brasília.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, Bolsonaro sofreu ferimentos leves após bater a cabeça em um móvel da cela. O órgão informou que não houve sinais de traumatismo grave, mas que o caso seria monitorado. Em nota, a corporação chegou a indicar a possibilidade de encaminhamento ao hospital, mas recuou após avaliação médica interna, reforçando que não havia necessidade de remoção imediata.
A defesa deve apresentar novos documentos para tentar reverter a decisão e assegurar a realização dos exames em ambiente hospitalar.




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