Moro critica governo Lula e vê apoio dos EUA contra facções como “positivo”
- Luana Valente

- 15 de jun.
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Senador afirma que narrativa sobre soberania nacional é “fantasiosa” e defende cooperação internacional no combate ao crime organizado

Durante participação no VEJA Fórum Rumos do Brasil, na manhã desta segunda-feira (15), o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) avaliou como “positivo” o efeito internacional da decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Para Moro, a medida abre espaço para maior cooperação jurídica internacional e dificulta a lavagem de dinheiro das facções, além de facilitar o confisco de ativos. “Elas mesmo [as facções] veem com receio essa possibilidade”, afirmou.
O ex-juiz da Lava Jato criticou a postura do governo brasileiro diante da decisão americana. “O governo Lula atual passa a mão na cabeça de bandidos, ilustrativo disso foi a sua resposta à designação do PCC e do CV como organizações terroristas”, disse. Segundo Moro, a reação oficial construiu uma narrativa de risco à integridade territorial do país, mas que, em sua visão, não corresponde à realidade. “Na prática, é dificultar a lavagem de dinheiro e facilitar o confisco de ativos. Tem chance de implementar a cooperação jurídica internacional. Mas, a partir disso aí, se construiu uma narrativa de risco à nossa integridade territorial, que, na verdade, não existe”, declarou.
O senador reforçou que o enfrentamento ao crime organizado deve ser liderado pelo Brasil, mas reconheceu que o apoio externo tem relevância simbólica. “Nós vamos resolver esse problema, não vão ser os Estados Unidos que vão resolver por nós. Mas nós termos uma ajuda, ainda que uma ajuda simbólica, e com efeito mais internacional neste momento, é algo positivo”, concluiu.
As declarações de Moro se inserem em um debate mais amplo sobre segurança pública e soberania nacional, em meio às tensões políticas entre o governo federal e setores da oposição. O tema ganha destaque diante da crescente influência das facções criminosas e da busca por estratégias de cooperação internacional para conter sua expansão.
*Com informações da Veja




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