Mulher alvo de sanções dos EUA é presa; empresário segue foragido
- Luana Valente

- há 3 dias
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Operação da Polícia Federal mira rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (3) em São Paulo Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também incluído na lista de sanções norte-americanas, não foi localizado e é considerado foragido. A ação faz parte da operação “Exchange”, que investiga uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico internacional de drogas.
Segundo a PF, Stella Stefanie, conhecida pelo apelido “Lara Croft”, atuava na coleta e movimentação de valores ilícitos. Já Victor Shimada, apelidado de “o Japa”, é apontado como elo entre operadores financeiros e traficantes ligados ao PCC, inclusive com conexões internacionais. As autoridades americanas haviam anunciado na última quarta-feira (1º) o bloqueio de bens e empresas associados aos dois, incluindo criptoativos e valores em território dos EUA. O Departamento do Tesouro descreveu Shimada como “elo-chave” entre membros da facção na Flórida e traficantes internacionais.
A operação desta sexta-feira cumpriu 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Foram bloqueados bens e valores que somam até R$ 10,4 bilhões, em um esquema que utilizava criptomoedas, empresas de fachada e operações bancárias de alto valor para ocultar recursos provenientes do tráfico. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que as sanções dos EUA anteciparam a deflagração da operação, o que teria dificultado a captura de Shimada. “Se não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, talvez teríamos localizado essa pessoa e, infelizmente, não localizamos”, disse.
As investigações brasileiras ocorrem em paralelo às apurações nos Estados Unidos e reforçam a cooperação internacional contra o financiamento de facções criminosas. De acordo com a PF, o grupo movimentava valores superiores a R$ 10 bilhões em operações de lavagem de dinheiro, consolidando-se como uma das maiores estruturas financeiras ligadas ao crime organizado no país.




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