O sonho do hexa fica para 2030
- Luana Valente

- há 18 horas
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Derrota amarga em Nova Jersey

No MetLife Stadium, em Nova Jersey, o Brasil viu o sonho do hexacampeonato ser adiado. A seleção comandada por Carlo Ancelotti começou a partida criando boas oportunidades, mas desperdiçou chances cruciais. Logo no primeiro tempo, Bruno Guimarães perdeu um pênalti defendido pelo goleiro Nyland, um lance que se tornaria simbólico da noite frustrante.
O centroavante norueguês Erling Haaland foi decisivo. Aos 34 minutos do segundo tempo, ele abriu o placar de cabeça após cruzamento preciso. Pouco depois, aos 44, ampliou com um chute forte da entrada da área. Neymar ainda descontou de pênalti nos acréscimos, mas já era tarde: o Brasil não conseguiu reagir.
A eliminação trouxe questionamentos sobre as decisões de Carlo Ancelotti. A opção por Gabriel Martinelli no meio-campo, substituindo o lesionado Lucas Paquetá, foi criticada por não oferecer o mesmo controle de jogo. A equipe se mostrou vulnerável, apostando em jogadas verticais pelas pontas, mas sem eficiência na finalização.
O resultado ampliou um tabu incômodo: o Brasil jamais venceu a Noruega em partidas oficiais. São agora três derrotas e dois empates. A eliminação também marca a pior campanha da seleção em Copas nos últimos 36 anos, já que a última vez que o Brasil caiu nas oitavas havia sido em 1990, contra a Argentina.
Com a derrota, o Brasil prolonga seu jejum de títulos mundiais, que já dura desde 2002. A Noruega, por sua vez, alcança pela primeira vez as quartas de final de uma Copa, impulsionada pelo talento de Haaland. Para a seleção brasileira, resta o desafio de reconstruir o projeto e mirar 2030 como nova oportunidade para buscar o tão sonhado hexa.




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