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Prefeitura de Curralinho faz “doação” por meio do ICMBio e gera polêmica




Ação do Instituto tem sido questionada pelos procedimentos adotados


Reprodução com remodelagem na IA
Reprodução com remodelagem na IA

Internautas questionam uma ação realizada neste sábado, 4, pela Prefeitura de Curralinho, situada no arquipélago do Marajó, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em que foram distribuídas “toneladas” de carne bovina à população. A iniciativa ocorreu em comemoração ao aniversário do município.


Os comentários nas redes sociais colocam em dúvida o manejo do gado e a qualidade da carne, relacionando o episódio a animais oriundos da operação “surpresa” realizada pelo ICMBio em São Félix do Xingu, em uma propriedade rural atribuída ao produtor conhecido como Pedro Coco. Na ocasião, mais de 400 animais foram capturados. Durante a operação, um fiscal do ICMBio teria admitido que aquele rebanho não possuía controle sanitário regular da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), órgão responsável pela inspeção e pelo controle sanitário dos animais destinados ao consumo humano.


Outro ponto relevante é que o Instituto tinha conhecimento de que o rebanho havia sido recentemente vacinado e vermifugado, o que exigiria um prazo de carência antes de estar apropriado para consumo.


As críticas concentram-se na ação promovida pela Prefeitura de Curralinho e na associação de que a carne distribuída seria fruto da apreensão feita pelo próprio ICMBio.


“Lembra do Seu Pedro Coco e da Dona Antônia? O casal de produtores rurais que teve o gado retirado pelo ICMBio? Pois agora surge um fato ainda mais grave. O próprio ICMBio destinou esse gado à Prefeitura de Curralinho, e a carne acabou sendo distribuída à população em sacolas plásticas”, comentou um internauta.


“Quem fiscalizou o abate?

Onde está o laudo sanitário?

Quem garantiu que essa carne estava própria para consumo humano? Porque o que as imagens mostram é carne sendo entregue ao povo em sacolas plásticas”, também questionou.


“Se agora dizem que o gado do meu avô estaria impróprio para o consumo, fica uma pergunta que precisa ser respondida: por que esse mesmo gado foi distribuído à população? Se realmente havia qualquer risco à saúde, essa decisão deveria ser explicada com total transparência”, afirmou a neta de Pedro Coco nas redes sociais. Ela ainda fez um alerta: “A população merece saber quais critérios foram utilizados e quais laudos técnicos embasaram essa distribuição. São perguntas que exigem respostas claras das autoridades.”


Após a repercussão negativa nas redes sociais, a postagem sobre a doação de carne no perfil da prefeitura permanece bloqueada para comentários.


Até o momento, o ICMBio e a Prefeitura de Curralinho não se posicionaram.



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