Operação Infiltrados: suspeitos de ligação com PCC são presos em São Paulo
- Luana Valente

- 9 de jun.
- 2 min de leitura
Três homens foram detidos no interior do estado, incluindo um chefe de investigadores da Polícia Civil, acusados de atuar como infiltrados da facção criminosa em órgãos da Justiça e da segurança pública

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta terça-feira (9) a Operação Infiltrados, que resultou na prisão de três suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os detidos está um chefe de investigadores da Delegacia de Entorpecentes de Campinas, apontado como peça-chave em esquemas de extorsão, lavagem de dinheiro e no planejamento de um atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).
Além dele, foram presos um ex-policial civil e um advogado que já atuou como estagiário no Ministério Público. Segundo as investigações, o ex-estagiário teria usado bancos de dados internos para identificar alvos de alto poder aquisitivo e repassar informações ao grupo criminoso, que explorava essas vítimas por meio de chantagens e extorsões.
A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Campinas e Cardoso, interior paulista. Os investigadores afirmam que os suspeitos mantinham contato direto com Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, considerado uma das principais lideranças do PCC fora dos presídios e atualmente foragido.
As prisões são desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White, realizadas em 2025, que já haviam revelado o plano de assassinato contra o promotor. De acordo com o Ministério Público, o chefe de investigadores preso teria se reunido com um dos executores do atentado dias antes da ação que frustrou o crime.
A repercussão é intensa dentro das instituições de segurança e Justiça, já que o caso expõe a vulnerabilidade de órgãos públicos diante da infiltração de facções criminosas. As corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal acompanham o caso, enquanto o Ministério Público reforça medidas de proteção a seus integrantes.




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