Oposição lança “Impeachmaço 2.0” contra ministros de Lula
- Luana Valente

- 2 de jun.
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Nova ofensiva ocorre após arquivamento de pedidos anteriores pela PGR

Parlamentares da oposição protocolaram nesta terça-feira (2) o chamado “Impeachmaço 2.0”, uma nova ofensiva contra ministros do governo Lula. A medida foi apresentada pela deputada Carol De Toni (PL-SC) e ocorre poucos meses depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter arquivado pedidos semelhantes, sob a justificativa de que atrasos isolados em respostas a requerimentos não configurariam crime de responsabilidade.
O movimento retoma acusações feitas em fevereiro, quando foram protocolados pedidos contra 16 ministros. Na ocasião, a PGR entendeu que seria necessário comprovar dolo e irregularidade formal para que houvesse responsabilização. Agora, a oposição insiste que a demora reiterada compromete a fiscalização do Legislativo e fere o artigo 50 da Constituição, que estabelece prazo de 30 dias para respostas a solicitações enviadas pelas Mesas da Câmara ou do Senado.
Entre os nomes citados no novo pedido estão Margareth Menezes (Cultura), Anielle Franco (Igualdade Racial), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União). Os parlamentares alegam que os ministros descumpriram prazos e dificultaram o acesso a informações sobre execução de programas e emendas.
Em fevereiro, os pedidos atingiram figuras centrais do governo, como Fernando Haddad (Fazenda), Camilo Santana (Educação) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). No entanto, foram arquivados pela PGR, sob alegação de insuficiência de elementos apresentados.
Com o “Impeachmaço 2.0”, a oposição busca reabrir a discussão e pressionar o Executivo em torno da transparência e do cumprimento das prerrogativas parlamentares. Os novos pedidos ainda serão analisados pelas instâncias competentes, e não há, até o momento, confirmação de abertura de processo contra os ministros citados.




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