PL denuncia rede milionária de ataques digitais contra Flávio Bolsonaro
- Luana Valente

- 20 de jul.
- 2 min de leitura
Representação ao TSE aponta esquema de perfis falsos com anúncios patrocinados que alcançaram 250 milhões de visualizações

O Partido Liberal (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação em que denuncia a existência de uma rede de perfis falsos criada para atacar o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Segundo o documento, mais de 50 páginas teriam sido utilizadas para veicular cerca de 4,6 mil anúncios patrocinados, que juntos alcançaram aproximadamente 250 milhões de visualizações.
De acordo com a legenda, o esquema seria “ilegal, complexo e sofisticado”, com indícios de financiamento internacional. Parte dos anúncios teria sido paga em moedas estrangeiras, como dólar e peso colombiano, somando cerca de R$ 3 milhões em patrocínios. Apesar de cada perfil possuir menos de 400 seguidores, o alcance foi potencializado pelo uso intensivo de tráfego pago.
As publicações, segundo o PL, tinham como objetivo associar Flávio Bolsonaro a milícias e desqualificar aliados políticos, utilizando mensagens negativas e repetitivas. A coordenação da pré-campanha, liderada pelo senador Rogério Marinho, já se reuniu com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, solicitando medidas como rastreamento financeiro e quebra de sigilo para identificar os responsáveis.
A advogada Maria Claudia Bucchianeri, que assina a representação, afirmou que há “fortes indícios de uma verdadeira organização criminosa digital”. O partido pede ainda que a Meta forneça dados técnicos, como endereços de IP, para auxiliar na investigação e que os anúncios sejam removidos das plataformas.
A Corte já havia adotado medidas em eleições anteriores para limitar a propagação de conteúdos considerados ofensivos ou enganosos, e agora volta a ser pressionada a agir diante de um cenário em que ataques digitais se tornam cada vez mais sofisticados e de grande alcance.




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