Polícia indicia Deolane e Marcola após operação contra o PCC
- Luana Valente

- 31 de mai.
- 2 min de leitura
Investigação aponta esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo indiciou a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, após a deflagração da Operação Vérnix, realizada em 21 de maio. A ação, conduzida em parceria com o Ministério Público, teve como alvo um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens ligados à facção criminosa.
Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, joias, relógios e documentos que, segundo os investigadores, reforçam a suspeita de movimentações financeiras irregulares. O relatório aponta que empresas de fachada e transportadoras de cargas em Presidente Venceslau teriam sido utilizadas para dar aparência legal a recursos provenientes de atividades ilícitas.
Deolane, que já havia sido alvo de investigações anteriores, é acusada de atuar como intermediária financeira do grupo, recebendo depósitos fracionados e movimentando valores em contas pessoais e jurídicas. A defesa da advogada afirma que sua atuação se restringe ao exercício da profissão e denuncia perseguição. Já Marcola, preso em regime de segurança máxima desde 2019, declarou por meio de seus representantes que não conhece Deolane e classificou o novo pedido de prisão preventiva como abusivo.
O relatório foi encaminhado à Justiça de São Paulo, que deverá decidir sobre medidas adicionais, como o bloqueio de bens e o sequestro cautelar de veículos. Há ainda a possibilidade de compartilhamento das informações com a Polícia Federal, diante de indícios de crimes tributários.
Esse episódio marca mais um capítulo da ofensiva contra o PCC, considerado a maior organização criminosa do país, e reacende o debate sobre a infiltração da facção em diferentes setores da sociedade.




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