Propina no INSS: relator da CPMI aponta advogado como operador de esquema
- Luana Valente

- 19 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Deputado Alfredo Gaspar revela que Gilmar Stelo pagava mensalmente vantagens ilícitas ao ex-presidente do instituto, preso por envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga desvios contra aposentados e pensionistas, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou ontem que o advogado Gilmar Stelo era responsável pelo pagamento de propina mensal ao ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. O ex-dirigente, conhecido como “Careca do INSS”, está preso sob acusação de se beneficiar das falcatruas que atingiram milhares de beneficiários da Previdência.
Stelo, alvo de recente operação da Polícia Federal, é apontado como operador financeiro do esquema e tem ligação com o também advogado Mauro Hauschild. Hauschild presidiu o INSS durante o governo Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, atuou como auxiliar de Dias Toffoli, à época ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).
As revelações ocorreram durante depoimento de Cecília Mota, dirigente de entidades acusadas de desviar cerca de R$ 747,5 milhões. Apesar de alegar desconhecimento sobre sócios e atividades das empresas envolvidas, registros mostram que Mota viajou diversas vezes ao lado de Stefanutto, inclusive para o exterior.
O caso integra a chamada Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que já identificou um esquema de corrupção envolvendo dirigentes de entidades de aposentados e ex-gestores do INSS. O objetivo era lucrar com descontos indevidos em benefícios previdenciários, atingindo diretamente aposentados e pensionistas.
As investigações seguem com quebras de sigilo e novas oitivas. Segundo Gaspar, a CPMI tem colaborado com a Polícia Federal na identificação de personagens centrais do esquema, ampliando o alcance das apurações e expondo a rede de corrupção que desviou centenas de milhões de reais da Previdência.




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