Pré-candidatura no Pará expõe dilemas políticos
- Luana Valente

- há 3 dias
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Aliança entre Dr. Daniel Santos e Lívia Noronha gera debate e especulações sobre aproximação entre direita e PT

A cena política paraense ganhou novos contornos após o anúncio da pré-candidatura de Lívia Noronha ao Senado, com endosso do PT e ligação direta ao presidente Lula, além da indicação do representante de esquerda Arnaldo Jordy. Noronha reapareceu nas redes sociais para confirmar sua participação em evento ao lado do pré-candidato ao governo do Pará, Dr. Daniel Santos, que até então vinha sendo lançado pelo partido Podemos, sustentado por setores da direita local.
O episódio rapidamente provocou desconforto e questionamentos entre internautas, que passaram a indagar sobre o real posicionamento de Santos. A aproximação com figuras ligadas ao PT, mesmo em meio a uma candidatura apoiada por setores conservadores, foi vista como um movimento político de composição que desafia a lógica tradicional das alianças no estado.
Em áudio divulgado nas redes sociais, Santos rebateu críticas e afirmou que vídeos estariam sendo usados para manipular opiniões. Ele reforçou o compromisso com o campo direitista, mas destacou que sua candidatura aposta no diálogo: “A nossa candidatura é de diálogo porque comigo no governo não vai ter ditadura e todos vão poder sentar em uma mesa e conversar”, declarou.
O pré-candidato também ressaltou que, apesar das diferenças ideológicas, há pautas comuns que justificam a aproximação com lideranças como Noronha e Jordy. “Concordando ou não tem muita gente que pensa diferente da gente com história e respeito… como por exemplo tirar os Barbalhos do poder”, afirmou, sinalizando que a união se dá em torno de objetivos compartilhados.
A fala de Santos evidencia a tentativa de construir uma candidatura que transite entre campos políticos distintos, sem abrir mão de sua base conservadora, mas reconhecendo a necessidade de diálogo com setores progressistas. O discurso de “sem ditadura” e de respeito às divergências busca consolidar sua imagem como articulador capaz de reunir diferentes vozes em torno de pautas estratégicas para o Pará.
Esse movimento, contudo, expõe os dilemas das alianças eleitorais no estado: a convivência entre direita e esquerda em torno de candidaturas conjuntas pode ampliar o alcance político, mas também gera tensões e desconfiança entre eleitores.




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